Após manifestação, grupo do MST faz nova interdição.

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Após manifestação ontem, quinta-feira, 22, em frente à Prefeitura de Parauapebas, um grupo de pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra interditou na manhã de hoje, sexta-feira, 23, a rodovia Faruk Salmen, impedindo os acessos às vilas Palmares I e II, à Estação Ferroviária da Vale e também ao projeto Salobo. Eles liberaram a pista no final da manhã.

Segundo o MST, a ação faz parte da Mobilização dos Trabalhadores para que o “governo tome medidas distributivas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) no município e nas políticas públicas efetivas de distribuição de renda para os trabalhadores”.

Eles denunciam ainda “a paralisação e abandono da reforma agrária pela União; lembram os 20 anos dos assassinatos dos líderes de luta pela terra Onalício Barros (Fusquinha) e Valentim Serra (Doutor), “cujos mandantes continuam soltos e impunes”; contra os mandados de reintegração posse no sul e sudeste do Pará; e cobram um “programa de apoio à agricultura com diálogo e participação com os trabalhadores”.

O grupo, na realidade, vem pressionando o prefeito Darcir Lermen para que substitua o secretário municipal de Produção Rural, Eurival Martins, o Totô. Coisa que já foi descartada pelo governo municipal. Em nota à Imprensa divulgada na tarde de ontem, o governo avaliou de forma positiva a gestão do secretário e diz que ele permanece à frente da Sempror.

Veja a nota do governo:

A Prefeitura Municipal de Parauapebas comunica que, de acordo com o relatório apresentado pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror), na gestão de Eurival Martins, o Totô, os resultados dos serviços realizados na zona rural do município são satisfatórios.

O governo manterá o secretário em suas funções para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado, no intuito de fortalecer e agregar ainda mais valor ao campo, buscando o desenvolvimento do produtor rural e o bom diálogo com as entidades do campo, o que sempre foi uma diretriz do governo municipal. A gestão entende que as críticas são construtivas e enfatiza que a decisão de manter o secretário não muda a abertura do diálogo com os produtores.

Desde que assumiu a pasta, o secretário tem priorizado a organização e contratou equipes técnicas, como agrônomos, veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas; fortaleceu parcerias com todos os agentes de assistência técnica do município, entidades e órgãos ligados ao campo como, Ufra, Emater, ICMBio, Embrapa, Adepará; reestruturou a frota de veículos da Sempror que estava sucateada; aditivou contratos para atender o campo. As ações são realizadas em constante parceria com a comunidade, o inclusive demonstra a transparência e o bom diálogo com os produtores, para se ter uma ideia já foram mais de 100 reuniões por toda a zona rural em 14 meses de governo.

Veja os números da gestão do Totô:

  • O campo está dividido em oito grandes regiões, todas beneficiadas com serviços e programas, como o Plano Safra, que consiste no plantio de feijão, mandioca e milho e que contempla 1.341 famílias, com mecanização, calcário, fertilizantes e sementes.
  • Foram realizadas 2.485 visitas das equipes técnicas aos produtores para prestar serviço de assistência nunca visto antes.
    •Na área de capacitação, foram mais de 640 trabalhadores capacitados com curso que vai de Derivados do Leite à Piscicultura.
    •Na área de Olericultura, atendimento a mais de 240 famílias.
    • O total de investimentos feitos direto e indiretamente no campo foi de R$ 9.807.417,10.

Correio Carajás -Tina Santos

 

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