EM 2018, VALE JÁ GEROU TRIBUTOS DE R$ 132 MILHÕES EM CEFEM PARA PARAUAPEBAS

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A mineradora Vale apresentou na tarde de ontem, segunda-feira, 14, à imprensa, o balanço trimestral (de janeiro a março de 2018) da sua atuação em Parauapebas. As operações da mineradora já geraram em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), no primeiro trimestre de 2018, o total de R$ 132 milhões.

O montante equivale a R$ 30 milhões a mais que os três primeiros meses de 2017. A empresa anunciou ainda a abertura de mais 600 vagas nos programas Porta de Entrada ainda esse ano.

Os dados foram apresentados pelo diretor Antonio Padovezi e pelo gerente-executivo de Sustentabilidade, João Coral. Os executivos destacaram o aumento na arrecadação da Cfem no período, que totalizou mais de R$ 30 milhões; os volumes de compras locais e de massa salarial, um montante superior a R$ 100 milhões; e os investimentos socioambientais.

Fatores que contribuem, segundo eles, para o desenvolvimento do município. As oportunidades abertas também foram destaques no encontro com a imprensa. Serão mais 600 vagas ainda esse ano pelos programas Porta de Entrada.

A Cfem é distribuída, entre outros, para o Governo Federal, Estadual e Municipal. Deste total, de janeiro a março deste ano, foram recolhidos ao município R$ 79 milhões. Já de Imposto sobre Serviços (ISS) foram recebidos da Vale, R$ 9,7 milhões.

Ao considerar todas as operações da Vale, foi gerado ao Estado, no mesmo período, R$ 395 milhões em tributos e compensação, que incluem Cfem, ICMS e Taxa Estadual de Controle e Fiscalização das Atividades de Exploração de Recursos Minerários (TFRM).

Ainda de acordo com os executivos, atualmente, a empresa emprega 14 mil pessoas em Parauapebas. Em virtude dos empregos, a massa salarial que circula também em Parauapebas chega a mais de R$ 100 milhões por mês.

O volume de compras locais, no primeiro trimestre, foi de R$ 331 milhões em produtos e serviços adquiridos de empresas com matriz e filial no município. No âmbito social, entre outros pontos, foi apresentado o convênio de R$ 10 milhões assinado com a Prefeitura, em março.

Deste total, R$ 7 milhões em contrapartida pelas obras do Ramal Ferroviário. Os recursos serão aplicados no Sine, em serviços de assistência social, meio ambiente e na proteção à infância e à juventude. Os demais R$ 3 milhões foram destinados para construção de escola, que atenderá a 1.500 alunos no bairro Tropical.

Durante o evento, também foi anunciado o início de outro programa Porta de Entrada da empresa. A iniciativa irá garantir oportunidade de estágio para estudantes de cursos técnicos, com a oferta de 95 vagas.

O número faz parte de um total de 600 vagas, que será ofertado ainda esse ano, envolvendo também os outros programas: Trainee, Jovem Aprendiz e Estágio de nível Superior. No primeiro trimestre, foi iniciada turma com 116 jovens aprendizes e na semana passada, foi encerrada a seleção para 50 vagas de trainee, que serão capacitados em operação de mina.

Sobre as ações para preservação ambiental, foi destacado o fato da empresa ocupar apenas 1,4% do conjunto de unidades de conservação de Carajás. A empresa investe mais de R$ 20 milhões anualmente para a preservação de 765 mil hectares de Floresta Amazônica, o equivalente a 765 mil campos de futebol, em apoio ao Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio).

Confira alguns dos resultados apresentados:

Social

Abertura de mais 600 vagas para os programas Porta de Entrada ainda esse ano; Lançamento do programa Estágio Técnico; Convênio de R$ 10 milhões para investimentos sociais; Entrega do centro comunitário e ateliê do bairro Nova Carajás; Seleção de 116 jovens para o programa Jovem aprendiz; Mais de 83 mil pessoas em viagem de trem de passageiros; Mais de 185 pessoas beneficiadas com capacitação (Mulheres de Barro); e 12 mil pessoas beneficiadas por projetos sociais em 2017.

Ambiental

A Vale ocupa 1,4% do conjunto de unidades de conservação de Carajás; Ajuda na proteção de mais de 765 mil hectares; Investe R$ 20 milhões por ano na proteção das unidades de conservação; e Carajás reaproveita 70% de toda água captada – economia de mais de 22 milhões de m3 em 2017 e neste primeiro trimestre, já foram economizados 5,5 milhões de m3.

Economia

Mais de 14 mil empregos, entre próprios e terceiros permanentes, em Parauapebas; Recolhimento de R$ 79 milhões em CFEM no 1º Tri/2018 ao município; Recolhimento de R$ 9,7 milhões de ISS no 1º Tri/2018 ao município; Recolhimento de R$ 395 milhões em tributos e compensação ao Estado (Cfem, TFRM, ISS e ICMS) no 1º Tri/2018; e Mais de R$ 100 milhões em massa salarial que circula também em Parauapebas.

Nos últimos três anos (2015 a 2017), cerca de R$ 4 bilhões foram pagos à União, ao Estado do Pará e aos seis municípios paraenses em que a Vale e a Salobo Metais estão presentes. O total refere-se ao pagamento de quatro dos vários tributos que incidem sobre a atividade empresarial entre elas, a Taxa Estadual de Recursos Minerais (TFRM), a Taxa Estadual de Uso de Recursos Hídricos (TFRH), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços), além da Compensação Financeira pela Exploração Mineral.

A União recebeu mais de R$ 149 milhões oriundos da Cfem. Já para o Governo do Pará foram recolhidos mais de R$ 3 bilhões em ICMS, TFRM, TFRH e Cfem.

Fruto do recolhimento da Cfem e ISS ao município de Parauapebas, responsável por 37,7% das exportações do Pará, foram repassados mais de R$ 755 milhões e a Curionópolis, cerca de R$ 25 milhões. Já em Canaã, por meio da unidade de cobre do Sossego e do Complexo S11D (este com um ano de operação), foram recolhidos, de 2015 a 2017, mais de R$ 434 milhões.

No município de Marabá, onde se concentra a produção de cobre do Salobo, foram recolhidos R$ 270 milhões.

A produção de níquel em Ourilândia do Norte gerou por volta de R$ 12 milhões e São Félix do Xingu, cerca de R$ 4 milhões, o valor inclui CFEM e ISS. (Tina Santos – com informações da Vale)

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